Você veio ao mundo a passeio ou a trabalho?
PALAVRA-CHAVE
VALORIZAÇÃO
TOQUE
“Os espíritos valem conforme aquilo que exigem. Eu valho aquilo que quero”. (Paul Valéry)
FRASE MUSICAL DA AGENDA ATITUDE
Divulgação/Arquivo

"Eu gosto de você e gosto de ficar com você. Meu riso é tão feliz contigo, o meu melhor amigo é o meu amor...". (Marisa Monte / Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown)
TOQUES
“A sorte favorece a mente bem preparada.” (Louis Pasteur)
“O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.” (Max Weber)
“Nenhum de nós sabe de onde veio. Portanto não há nada que nos obrigue a limitar nossas metas.” (Nasrudim)
TOQUE DE LUZ
Perdão Quando uma alma supre a sua necessidade espiritual, automaticamente ela entra em entendimento e cooperação com todos. A partir daí, toda e qualquer doação, seja de recursos ou de tempo, vem voluntária e naturalmente. A verdade é que nossa primeira necessidade como seres humanos não se encontra na forma material, mas no perdão por nossas falhas. Na verdade, tudo o que queremos é ser perdoados.
(por Brahma Kumaris)
TEXTOS ATITUDE
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Você veio ao mundo a passeio ou a trabalho?
"Vir ao mundo a passeio" era uma expressão freqüente nos anos 60 e 70, quando a situação econômica da maioria dos países permitia e a ideologia vigente pregava uma postura diletante e observadora diante da vida.
Bons tempos, dirão alguns. Outros nem conseguirão imaginar tamanha permissividade, tendendo a classificar pessoas sem um claro projeto de vida como levianas ou perdedoras potenciais.
Mas será que esta classificação não é precipitada?
Imaginemos que existem no mundo dois tipos de pessoas: os Realizadores e os Desfrutadores.
Realizadores são pessoas com uma claríssima noção do que querem da vida. Um exemplo gritante de Realizador é o de Thomas Edison, criador da lâmpada elétrica e que, segundo contam, desapareceu da sua festa de casamento para ser encontrado sozinho em seu laboratório pesquisando...
Por outro lado, chamemos de Desfrutadores as pessoas que têm como projeto de vida a vaga ambição de serem felizes. O mundo lhes provê uma série de estímulos, aproveitados quando são positivos e driblados ou passivamente aceitos quando são negativos.
Quem é mais feliz? Provavelmente o Desfrutador quando as coisas dão certo, já que, em tese, nessas circunstâncias ele tem prazer imediato. Por outro lado, o Realizador não se deixa abater facilmente, uma vez que para ele qualquer contratempo é apenas prova de que falta um estágio a mais para ele atingir seus objetivos.
Quem é mais produtivo? Provavelmente o Realizador, mas ele não consegue muito sem a ajuda dos Desfrutadores, pessoas que ficam satisfeitas em contribuir para a realização alheia, desde que as tarefas envolvam uma certa dose de identidade, prazer e reconhecimento.
Poucos seres humanos são 100% Realizadores ou Desfrutadores. Podemos também ter atitudes Desfrutadoras ou Realizadoras em momentos diferentes de nossas vidas ou para diferentes aspectos de nossas vidas. Sim, há pessoas que praticam seus hobbies como verdadeiros Realizadores, usando objetivos, metas e muito esforço, bem como pessoas que se comportam como Desfrutadores no trabalho, aproveitando as boas coisas que a empresa oferece em termos de salários, desenvolvimento pessoal e ambiente e suportando as coisas más.
A ideologia vigente, principalmente a partir dos anos 80 e a ascensão dos yuppies, valoriza o Realizador. Foco, ambição e planejamento tendem a ser palavras de ordem na cartilha profissional. Entretanto, o mundo de hoje traz novas vozes que questionam esta doutrina. O livro Modernidade Líquida, de Zigmunt Bauman, chega a justificar o "agarre o que puder" enquanto postura profissional, uma vez que produtos, projetos e empregos serão, em essência, sempre temporários.
Bill Gates é valorizado pelo seu cuidado em não desenvolver apego ou compromisso com nada, nem mesmo com as próprias criações. Tom Peters, em seu livro Reimagine! recomenda que se viva o momento como forma de garantir o bom desempenho. Enquanto o pêndulo se move, sugiro uma convergência entre o Realizador e Desfrutador.
Não se trata de equilíbrio ou meio termo, mas o aproveitamento do melhor dos dois mundos: a combinação de especialização e foco com abertura para oportunidades, ambição de longo prazo com prazer de curto prazo, planejamento com flexibilidade e monitoramento
E principalmente: sucesso com felicidade.
(Renato Cobra – Portal Minha Vida)
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